Liberada Licença Ambiental do Complexo Eólico Lagunar

A RDS Energias Renováveis recebe a Licença Ambiental Prévia para implantação da mega usina eólica, que será localizada na cidade de Laguna, em Santa Catarina.

 

O Complexo Eólico Lagunar é o maior projeto de energia eólica do Sul do Brasil, com 568MW de potência, serão 249 torres aerogeradoras, capacidade suficiente para atender ao consumo de 2,3 milhões de habitantes, ou seja, mais de 30% da população catarinense. Este empreendimento será muito importante para o município de Laguna e para a região do Sul do estado de Santa Catarina como um todo, pois promoverá a economia local significativamente. O investimento neste projeto soma R$ 2,4 bilhões em uma área com aproximadamente 5.500 hectares na região dos Campos Verdes e Madre em Laguna, beneficiando diretamente mais de 100 pequenos produtores rurais da região que receberão uma renda mensal por 30 anos para a instalação dos aerogeradores em suas propriedades, a previsão é que recebam mais de R$ 6 milhões ao ano. A compensação ambiental prevista no projeto é de R$ 12 milhões, montante este que será direcionado a projetos ambientais pela FATMA e ICMBio. A prefeitura de Laguna também se beneficiará, visto que arrecadará mais de R$ 50 milhões na construção do empreendimento e R$ 12 milhões ao ano no período operacional da usina eólica. A usina geradora de energia dos ventos deve empregar mais de 2 mil trabalhadores locais na sua fase de instalação, sendo que para a operação da usina serão necessários mais de 500 empregos diretos permanentes, ou seja, mais de 5% da população ativa do município de Laguna.

 

A concepção do empreendimento foi fruto de cuidadosa avaliação do meio-ambiente e da qualidade do vento. Foram apenas selecionadas áreas já transformadas pelo ser humano, ditas áreas antropizadas, são áreas rurais de pecuária e de cultivo de arroz. "Estamos desenvolvendo este projeto há mais de 5 anos, instalamos duas torres de 100 e 120 metros de altura para medir o vento, fizemos estudos de engenharia, levantamentos, mas foi a parte ambiental que levou mais tempo, percorremos um longo caminho para a obtenção desta Licença Ambiental. Tivemos que fazer estudos ambientais complexos, complementações, audiências públicas, acareações na comunidade, tivemos que obter a autorização ambiental do ICMBio, pois ali reside a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, mas, finalmente, recebemos a Licença junto à FATMA. A obtenção da licença ambiental é um importante passo para a viabilidade do empreendimento, visto que agora podemos participar do leilão e realizar os investimentos necessários para construção do projeto. Estamos trabalhando para isto" relata o Diretor de Operações da empresa Eng. Jorge Lewis Esswein.

 

Nova Selo de Energia Renovável

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, a Associação Brasileira de Energia Eólica - ABEEólica, a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa – Abragel e o Instituto Totum celebraram um acordo de cooperação nesta quarta-feira (31/8), visando dar maior robustez ao Certificado e Selo de Energia Renovável. O acordo foi assinado no evento Brazil Windpower 2016, no Rio de Janeiro.

O Instituto Totum emite certificados e selos para empresas que geram ou consomem energia de fontes renováveis, sendo que cada certificado (REC – Renewable Energy Certificate) equivale a 1 MWh de eletricidade produzida comprovadamente a partir dessas fontes. A iniciativa, que já era realizada em parceria com a ABEEólica e a Abragel desde 2013, passou a contar também com o apoio da CCEE.

De acordo com este compromisso assumido entre as partes, a Câmara de Comercialização participará do processo de certificação sempre que for necessária a verificação dos dados de geração de energia. A confirmação e a certificação digital das informações de fonte independente estão de acordo com as melhores práticas adotadas pelos certificadores internacionais, além de ser requisito fundamental para o acordo também assinado nesta quarta-feira com a plataforma mundial de comercialização do IREC.

“A CCEE apoia iniciativas voltadas ao futuro sustentável do mercado de energia elétrica no Brasil. Por isso, acreditamos que o Certificado e o Selo de Energia Renovável incentivam os consumidores a valorizarem este aspecto, agregando valor tanto para o gerador como para o comprador da energia de fontes renováveis”, comenta o presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, Rui Altieri.

“Um dos pilares do Sistema de Certificação de Energia Renovável é a confiabilidade dos dados de geração de energia. A cooperação com a CCEE garante ainda mais credibilidade aos RECs emitidos no Brasil”, explica Fernando Giachini Lopes, Diretor do Instituto Totum.

“O Certificado e o Selo de Energia Renovável certamente ganham muito com esse acordo de cooperação, que cumpre ainda diretrizes do IREC para comercialização em sua plataforma, mundialmente utilizada”, explica Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.

“A presença da CCEE nesse acordo corrobora os dados referentes ao potencial das fontes renováveis no atendimento ao mercado de energia de forma sustentável. Entendemos essa iniciativa como sendo um importante passo na consolidação das fontes de energia limpa, como um pilar do desenvolvimento da sociedade para o futuro”, explica Thiago Abreu, gerente executivo da Abragel.

Fonte: CCEE

Complexo Eolico de 568 MW recebe autorizacao ambiental

Florianópolis, 07 de Janeiro de 2016

Complexo Eólico Lagunar obtém autorização do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) para implantação da mega usina eólica de 568MW na cidade de Laguna, estado de Santa Catarina. O empreendimento possui previsão de investimentos da ordem de R$ 2,4 bilhões e será composto por 249 aerogeradores.

“A obtenção da autorização do ICMBio é um importante passo para o aporte dos investimentos e a construção do projeto” diz Rodrigo Nereu dos Santos, diretor executivo da RDS Energia, empresa promotora do projeto.  “A concepção do empreendimento foi fruto de cuidadosa avaliação do meio-ambiente local e da qualidade do vento. Foram apenas selecionadas áreas já transformadas pelo ser humano, são áreas rurais de pecuária e de cultivo de arroz”.

O conjunto de parques eólicos do complexo estão distribuídos em uma área com aproximadamente 5.500 hectares beneficiando diretamente mais de 100 pequenos produtores rurais da região que receberão um valor de arrendamento mensal para a instalação dos aerogeradores em suas propriedades, a previsão é que recebam ao total mais de R$ 6 milhões ao ano.

A usina geradora de energia dos ventos deve empregar mais de 4 mil trabalhadores locais na sua fase de instalação, sendo que para a operação da usina serão necessários mais de 500 empregos diretos permanentes. “Nós estamos falando de mais de 10% da população ativa do município” pondera o prefeito de Laguna Everaldo Dos Santos.

“Estamos contentes com a autorização e quero salutar o esforço da APA da Baleia Franca em cumprir com seus prazos legais.” ressalta Rodrigo Nereu.

Mas nem tudo foi conforme esperado. “Infelizmente foram colocadas pesadas condicionantes na autorização. Estamos ainda avaliando o impacto na viabilidade do empreendimento. Queremos conversar com o Superintendente do ICMBio, pois se mantiverem estas condicionantes sem dúvida irá reduzir o tamanho do projeto e os investimentos para a região. Todo mundo sai perdendo, até o meio ambiente!”  ressalta Rodrigo.

Entenda as condicionantes da APA da Baleia Franca:

->   Nenhum desmatamento (!)

->    Manter distância de 800 metros do Rio Tubarão, na faixa que vai de 5 km desde a foz.

->    Manter distância de 100 metros dos rios e cursos d'água;

->  Manter distância de 600 metros (!) em relação as áreas de repouso, dormitório, alimentação e rotas de deslocamento de aves;

O Complexo Eólico Lagunar é o maior projeto de energia eólica do Sul do Brasil, com 568MW de potência, serão 249 torres aerogeradoras, capacidade suficiente para atender a 2,3 milhões de habitantes, ou seja, mais de 30% da população catarinense. O investimento neste projeto soma R$ 2,4 bilhões, sendo que os recursos serão financiados junto ao BNDES. O conjunto de turbinas eólicas estão distribuídas em uma área com aproximadamente 5.500 hectares na região de Laguna, beneficiando diretamente mais de 100 pequenos produtores rurais que receberão uma renda mensal por 30 anos. A compensação ambiental prevista no projeto é de R$ 12 milhões, montante este que será direcionado a projetos ambientais pela FATMA e ICMBio. Tratando-se de tributos, a prefeitura de Laguna arrecadará R$ 50,3 milhões na construção do empreendimento, e mais R$ 12,2 milhões ao ano no período operacional do parque eólico. Isto é geração de riqueza para a comunidade local.

Este projeto conta com um forte grupo de investidores catarinenses. “Nossos sócios são a Bez Batti e a IBRAP-ESAF, de Urussanga/SC, e a COSERVICE, de Blumenau/SC. Juntamente fizemos investimos, como a instalação de duas torres anemométricas de 100 e de 120 metros de altura, que estão no local do empreendimento medindo o vento há mais de 4 anos. Nosso entrave para tornar realidade este projeto é a licença ambiental que estamos aguardando da FATMA desde Dezembro de 2012.” lamenta Rodrigo Nereu dos Santos

RDS Energia instala sua 10º torre de 120mts

A RDS Energia instalou mais uma torre meteorológica de 120 metros de altura para medição do vento em região sudeste do Rio Grande do Sul.  A torre anemométrica é equipada com sensores anemométricos de última geração e sistema de energia solar fornecidos pela Energy Shop (www.energyshop.com.br). A torre anemométrica irá diagnosticar o potencial eólico de mais de 6 mil hectares no sudeste do Rio Grande do Sul. A campanha anemométrica medirá o vento pelo período de 3 anos, conforme exigido pela ANEEL.

Eólicas têm 41% de Fator de Capacidade Médio

Os parques eólicos em operação no Brasil que venderam energia a partir de 2009 em leilões da ANEEL encerraram 2014 com fator de capacidade de 41%. Com isso, a geração eólica total no país alcançou um volume 89,9% mais elevado do que no ano anterior. Em termos de capacidade instalada a fonte encerrou dezembro com 5.961 MW, crescimento de 72% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Silva, esses números refletem o grande ano que a fonte teve no país, mesmo tendo sido considerado um ano com ventos dentro da normalidade. O destaque está no fator de capacidade dos parques eólicos no país que está cerca de 10 pontos porcentuais acima dos melhores indicadores que se conhece na Europa e que se situam entre 28% e 31%. "O Brasil mostra que é definitivamente um país atrativo para investimentos em energia eólica. No ano passado essa capacidade nos colocou entre os 10 maiores países em termos de usinas, o 4º maior em termos de investimentos e o 2º em atratividade, perdendo apenas para a China”, elencou a executiva.

Os números positivos, continuou Élbia, não param por aí. Quando há a ‘entressafra’ de ventos a geração eólica registrou a geração relativamente estável, variou apenas 100 MW médios no período, ficando entre 843 MW médios e 747 MW médios. Contudo, de junho em diante a geração saltou para 1.271 MW médios até alcançar um patamar médio no segundo semestre de 1.877 MW médios. Essa diferença é explicada ainda pelo aumento da capacidade instalada no país que ficou 2,5 GW maior que ao final de 2013. Esse aumento proporcionou ainda o que chamou de ganhos sistêmicos, ou seja, aqueles que não se vê diretamente. Entre eles os dois mais importantes foram evitar a cobrança de cerca de R$ 5 bilhões em ESS originados da operação das térmicas que estão acionadas por conta da crise hídrica e servir como um reservatório virtual. Em termos de redução de emissões, a energia gerada pelas eólicas evitou que pouco mais de 6 milhões de toneladas de CO2 chegassem à atmosfera.

Ao total, em 2014, o Brasil recebeu R$ 18 bilhões em investimentos em energia eólica. Grande parte desses aportes, destacou, financiado pelo BNDES que possui uma regra de nacionalização de produção bem sucedida. “Com esses aportes a fonte eólica gerou 36 mil postos de trabalho. No total, com os atuais 6,6 GW em capacidade instalada que o país possui são 100 mil empregos. Até o final de 2019, quando teremos quase 18 GW, que já estão contratados, serão 150 mil postos de trabalho”, projetou a presidente executiva da ABEEólica. Seguindo o planejamento para 2015 a projeção é de que o país encerre o ano com 9,6 GW de capacidade instalada. Se essa previsão se confirmar, o país avançará para um patamar entre 4º e 5º maior entre os países do mundo que possuem geração eólica. Esse volume, acrescentou a executiva, vem associada à ampliação da cadeia de produção nacional que foi exigida e atendida pela exigência do BNDES que é a principal fonte de recursos para a continuidade desses investimentos no longo prazo, e cujas regras de conteúdo nacional estarão totalmente implementadas em junho do ano que vem.

Dados do Boletim Anual do Setor Eólico - ABEEólica

 

WARREN BUFFET INVESTE EM ENERGIA EOLICA

O megainvestidor Warren Buffet é sempre associado à sua cidade natal Omaha, no estado americano de Nebraska, mas o futuro de seu império aponta para o leste... para Iowa.

No estado vizinho, o presidente do conselho de administração da Berkshire Hathaway Inc. investiu bilhões em projetos de energia eólica, parte de uma grande aposta em energias renováveis de uma empresa que ele comprou em 2000 e a transformou em uma das maiores fornecedoras de energia dos Estados Unidos.

Por meio de uma subsidiária da qual detém o controle, a Berkshire Hathaway Energy, o segundo homem mais rico do mundo planeja dobrar os US$ 15 bilhões que já investiu em projetos de energias renováveis e está em busca de mais empresas de energia para comprar.

De todo seu capital investido no setor elétrico 56% está direcionado à energia eólica. A unidade de energia do grupo é essencial para o futuro da Berkshire, uma vez que corresponde a mais de 7% do lucro do conglomerado, e esse percentual deve crescer, enquanto também fornece uma forma de Buffet investir o caixa cada vez mais gordo do grupo.

A aposta de Buffet é simples: as pessoas sempre precisarão de energia, nas crises ou nos booms econômicos. E como ele gosta de dizer, ter uma empresa de energia não é uma forma de enriquecer, mas de permanecer rico.  A Berkshire obteve retornos de pelo menos 12% sobre o capital investido, segundo analistas.

No estado do Iowa a Berkshire construiu uma capacidade geradora eólica de 3.300 MW, ou 64% da capacidade de geração eólica do Estado.

As carteiras de motorista de Iowa agora exibem imagens de turbinas eólicas. “Estamos orgulhosos” diz o presidente da companhia.

Por Anupreeta Das

The Wall Street Journal

Energia eolica, perspectiva de investimentos

O vento Minuano sempre foi uma característica marcante do Rio Grande do Sul. O gaúcho se habituou a ele e com ele aprendeu a conviver. Pois, atualmente, o gaúcho se habituou a ver o vento também como fonte de renda e de desenvolvimento. Os projetos de geração de energia a partir dos ventos, estabelecidos no Rio Grande do Sul e habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a participarem do Leilão A-3 que aconteceu no dia 6 de junho de 2014, representaram 2.155 MW, divididos em 98 projetos avaliados em R$ 8,5 bilhões. Mas não são somente bons ventos que garantem tantos projetos no Estado. A qualidade da infraestrutura (linhas de transmissão e subestações) e facilidades na construção (mão de obra qualificada e logística) transformaram o Pampa gaúcho em um canteiro de obras.

 Segundo a ABEEólica, a capacidade eólica instalada no Rio Grande do Sul é de 528 MW, e, em instalação, mais 1.444 MW. São quase 1.000 aerogeradores transformando energia dos ventos em energia renovável e renda para proprietários de terras na Metade Sul do Estado. O Rio Grande do Sul já possui o maior complexo eólico da América Latina. Localizado nas cidades de Santa Vitória do Palmar e Chuí, o Campos Neutrais, da Eletrosul, reúne três parques: Geribatu, Chuí e Hermenegildo que, em conjunto, somam 583 MW, energia para 3,4 milhões habitantes. Em construção, o complexo tem números impressionantes: são quase 5.000 empregos diretos e indiretos e um investimento estimado de R$ 2,7 bilhões na instalação de 300 aerogeradores, segundo dados da própria Eletrosul.

 Essa energia toda chega até nós por uma linha de transmissão de 500 km que está sendo construída entre Santa Vitória do Palmar e Nova Santa Rita. Assim, avançamos como referência na energia eólica no Brasil. O Rio Grande do Sul gera em seu território menos da metade da energia que consome. A natureza agradece e, em tempos de crise energética, famílias, setores agrícolas e a indústria também.

Por Frederico Boschin

Eolica fornece 4% da energia brasileira

Um Balanço de 2013. A energia eólica encerra o ano com novos recordes e brinda o ano novo com entusiasmada vista para o futuro que a aguarda.

Os recordes são os seguintes:

―     Maior contratação da fonte eólica num mesmo leilão. Foram 2.338 MW contratados no 2º A-5 de 2013.

―     A fonte totaliza a impressionante marca de 4.710 MW de projetos contratados por leilões do governo federal num mesmo ano. O montante mais próximo havia sido em 2011, quando o governo havia contratado 2.900 MW.

―    O país avança na participação da eólica em sua matriz. Perfazendo aprox. 4.500 MW em operação, o país já está fornecendo 4% de toda a sua energia elétrica produzida por meio da fonte eólica.

―     O país assumirá o posto de 10º lugar do ranking de países com maior produção de energia eólica do planeta em 2013.

O que vem por aí ....

Acreditamos que a energia eólica não sai mais do A-5. Incluída nos leilões A-5 primeiramente em 2011, a eólica fora excluída do leilão A-5 de agosto de 2013, em detrimento da inclusão das termoelétricas a carvão. Evidenciado a infelicidade da medida com nenhuma contratação de termelétricas a carvão, a eólica foi reinserida no 2º A-5 de 2013.  De fato, os empreendimentos a carvão são, em primeiro lugar, extremamente poluentes e, como se isto não bastasse, uma energia muito mais cara, vai em direção totalmente oposta ao conceito de modicidade tarifária adotado no Brasil.

Com a dificuldade do licenciamento de empreendimentos hidrelétricos, a constante protelação de projetos de UHEs e alteração no planejamento do governo, a energia eólica passa a configurar presença proeminente nos leilões de energia nova A-5, onde se contrata a maior parte da oferta de energia do país. Isto significa maior demanda para as eólicas.

Ficou evidenciado também que as eólicas e as PCHs não são concorrentes excludentes, havendo espaço para ambas as fontes. A contratação de quase 300 MW de PCHs animou plenamente o setor, e também não prejudicou a boa atuação da Eólica.

O “mico do ano” foi a CHESF, que mais uma vez mostra não ter boa relação com a fonte eólica. Com obras de linhas de transmissão atrasadas que deveriam servir ao escoamento da energia de grandes parques eólicos já prontos para operar, a CHESF mais uma vez decepciona. Leva dois projetos no leilão A-5 de dezembro, um total de 52 MW, com fator de capacidade médio de pífios 24% e vence o leilão com preço de R$ 119. A dúvida não é mais pela viabilidade do projeto, mas se a CHESF terá a capacidade de construir e entregar a energia. Contará, entretanto, com 5 anos para realizar.

Pela primeira vez, houve redução no fator de capacidade médio dos parques eólicos vencedores dos leilões, em 2013 a média dos parques ficou em 52%. Pela primeira vez, também o preço da energia eólica aumentou, a média ficou em R$ 118 por MWh.

Isto pode significar que a maior parte dos melhores potenciais eólicos já foram contratados, que a eficiência média dos parques eólicos iniciará uma queda, espera-se todavia que seja suave devido à grande quantidade de potenciais. Por outro lado, os preços tenderão a subir, também de forma suave. Ficou clara a correlação.

ICGs não devem retornar, o prejuízo amargurado com o atraso das LTs inviabiliza sua volta. O P90 deve ficar por mais um, quem sabe dois anos. Mas a contratação com P50 deve retomar no longo prazo. Não faz sentido manter o P90, é uma ineficiência, mais uma ingerência política, um fator "cagaço" que vai para a tarifa.

A expectativa da RDS Energia para 2014 é a melhor possível. Bom volume de contratação, menor fator de capacidade, maior tarifa. Temos excelentes projetos completando o período de medição necessário para participar dos leilões. Seremos atores neste palco.

Por todas estas razões, é que saudamos nossos parceiros, nossos sócios, nossos fornecedores, nossos colaboradores. Seremos gloriosos em 2014.

Somos privilegiados porque contamos com sua amizade, apoio e confiança.

RDS Energia

 

RDS Energia obtém Licença Ambiental

A RDS Energias Renováveis obtém a Licença Ambiental Prévia para o Complexo Eólico Bela Vista. “Este é um fenomenal marco para a nossa empresa. A licença ambiental nos permite confirmar a participação do projeto no Leilão de Energia de Reserva que acontecerá em agosto próximo.” comenta o Diretor Executivo da empresa Sr. Rodrigo Nereu dos Santos.

A empresa também busca alternativas no mercado para viabilizar o empreendimento. "Estamos negociando com alguns  consumidores livres" comenta o executivo.  A construção do empreendimento depende da venda da energia, a vantagem do leilão de energia de reserva é que o governo federal estabelce contratos de compra da energia renovável pelo prazo de 20 anos. "Nosso projeto está muito competitivo, utilizamos o modelo CFD para aumentar a precisão da energia produzida e juntamente com os dados de vento atualizados obtivemos boas surpresas na eficiência do Complexo Eólico". Salienta o diretor em referência à medição de vento atualizada de 3 anos, obtida de torre meteorológica instalada na área do projeto.

Capacidade eólica instalada cresce 85% no Brasil

 

O ano de 2012 mostrou um crescimento sólido da indústria eólica no mundo, segundo estatísticas publicadas nesta semana pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC - Global Wind Energy Council). De acordo com relatório do GWEC, a indústria eólica cresceu 10% no ano passado e houve um aumento na capacidade instalada acumulada de aproximadamente 19%. Na América Latina, o Brasil lidera o ranking de capacidade instalada, com 2.500 MW. Somente no ano passado houve um acréscimo de 1.077 MW, segundo o GWEC.

Além do Brasil, o ano de 2012 foi recorde para as instalações nos Estados Unidos e mostrou um mercado mais lento na China, segundo o GWEC. "Enquanto a China fez uma pausa para respirar, o mercado norte-americano, assim como os europeus tiveram anos excepcionalmente fortes", avaliou Steve Sawyer, secretário-geral do GWEC. Os mercados de China e Índia desaceleraram ligeiramente em 2012, com suas instalações anuais chegando a 13,2 GW e 2,3 GW, respectivamente. A consolidação e a racionalização do mercado na China e um declive nas políticas da Índia foram as principais razões para essa desaceleração, mas presume-se que essas condições sejam de curta duração, visto que se espera a continuidade do domínio asiático no mercado mundial de energia eólica.

Já nos Estados Unidos, devido ao prazo final dos incentivos fiscais para a produção (PTC) previsto para o final de dezembro de 2012, a indústria norte-americana instalou mais de 8 mil MW no quarto trimestre do ano passado, chegando a alcançar 13.124 MW no ano.

Ainda de acordo com dados do GWEC, o Canadá teve um ano sólido e o México mais que duplicou sua capacidade instalada, acrescentando 801 MW em um total de 1.370 MW, juntando-se a lista de 24 países com mais de 1 mil MW de capacidade instalada de energia eólica.

O mercado europeu, liderado por Alemanha e Reino Unido, e com contribuições de mercados emergentes como Suécia, Romênia, Itália e Polônia, representam um novo recorde com 12,4 GW instalados no ano passado. Contudo, a crise da dívida soberana continua, o que representa perspectivas incertas para o mercado em 2013. A Europa também liderou o mercado offshore com 1.116 MW instalados, mais de 90% do total de 1.292 MW de instalações offshore de 2012.

A Austrália, segundo o GWEC, representou todas as novas instalações na região do Pacífico, com 358 MW de nova capacidade em 2012, somando um acumulado total de 2.584 MW. Já a região do Oriente Médio e Norte da África tiveram outro ano tranquilo, com somente um projeto de 50 MW em Túnez. Entretanto, entrou em operação comercial o primeiro parque eólico de grande porte, de 52 MW, na Etiópia, na África subsaariana. “Esse é somente o começo do mercado africano e com o início da construção de mais de 500 MW na África do Sul, espera-se que o continente africano se torne um mercado novo e substancial, onde a energia limpa e competitiva gerada por fontes renováveis sejam uma prioridade para o desenvolvimento econômico”, comentou Sawyer.

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